A síndrome da bandeja de morangos e como isso afeta as empresas

Sabe quando você vai comprar morangos e à primeira vista eles parecem maduros e saborosos, mas quando você abre a embalagem, nota que aqueles morangos do fundo da bandeja estão verdes e até estragados?

O mesmo acontece com empresas que confiam em dados superficiais ou que fazem generalizações se baseando na opinião de poucas pessoas.

Citando um caso prático: Uma empresa deseja tomar uma decisão sobre qual deve ser o produto cuja venda ela deve priorizar. Ela tem 2 opções: fazer uma pesquisa com 10 pessoas e ouvir a opinião delas ou fazer uma pesquisa com uma amostra maior, de 350 pessoas, que trará uma margem de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%?

Obviamente, as duas pesquisas tem custos diferentes. Enquanto a pesquisa com 10 pessoas custa X, a pesquisa com 350 pode chegar a 2X ou 3X. Daí a empresa decide contratar uma pesquisa mais barata, ouve apenas 10 pessoas e daí decide generalizar a opinião delas. Seja sincero: você acha mesmo que a opinião de um grupo tão pequeno de pessoas pode representar a opinião de uma base com 10, 20, 30 mil clientes?

Assim como a bandeja com morangos, corremos o risco de entrevistar um grupo pequeno de pessoas (os morangos de cima da bandeja), mas elas serem um grupo que pensa diferente das demais (os morangos debaixo). O grupo menor pode pintar um cenário positivo, quando na verdade há um problema grave, ou o contrário: ser pessimista, quando o cenário pode ser positivo.

Todos os dias, incontáveis empresas precisam decidir sobre aquilo que é incerto, duvidoso: qual é o produto que vai ter mais sucesso? quantas pessoas vão comprar meu produto ou usar meu serviço? em qual endereço meu negócio terá mais chance de dar certo?

A informação é a arma que usamos para lutar contra as incertezas. Mas não pode ser qualquer informação. Ela deve ser capaz de ser generalizada, caso contrário será apenas um tiro no escuro, pura especulação.

Se você não quer ser enganado por informações tendenciosas, faz toda a diferença saber escolher quais pessoas consultar e em qual quantidade. Peça a ajuda de um estatístico ou analista de dados. Ele saberá te dizer como fazer isso e obter dados que sejam confiáveis e que representem a sua realidade.

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