8 conselhos sobre como evitar que o Design Thinking seja mais um modismo

Se você é “design thinker” e adora essa abordagem de paixão, seguem 10 recomendações para ajudar a não tornar o design thinking um modismo:

  1. Não seja simplista. Muitos defensores do design thinking apresentam o design como se fosse algo simples, uma sequência de 5 passos ou de 2 “diamantes” (Double Diamond), dando a entender que praticar design é algo que pode ser feito rapidamente, sem estudo ou rigor no método, apenas fazendo algumas entrevistas, um brainstorm, um protótipo de uma ideia e um plano de ação. Ser excessivamente simplista é ser ingênuo, dizer que o caminho a ser trilhado é fácil, mas nada está mais longe da realidade. Quer mostrar o valor do pensamento do design? Mostre não somente o lado bonito, mas também os fracassos, os erros comuns, os obstáculos que os designers enfrentam. Você pode ver alguns exemplos aqui. Continuar lendo “8 conselhos sobre como evitar que o Design Thinking seja mais um modismo”
Anúncios

8 evidências que mostram que o Design Thinking é um modismo

O Design Thinking é um modismo pois

  1. consiste em ideias simples, fáceis de explicar e entender,
  2. promete demais,
  3. serve para qualquer problema,
  4. consegue ser implementado de modo incompleto ou parcial,
  5. está alinhado com o “espírito da época” (zeitgeist),
  6. é uma embalagem nova para uma ideia antiga,
  7. obtém legitimidade por meio de gurus ou empresas renomadas e
  8. é apresentado de uma forma articulada, memorável, cheia de entusiasmo.

Nos anos 80 e 90 houve diversas modas na administração, como a Reengenharia, a Gestão Total da Qualidade (TQM), o downsizing. Assim como essas práticas vieram rápido, desapareceram rápido. Abaixo eu explico por que o Design Thinking tem todas as 8 características de um modismo e tende a desaparecer também.

Continuar lendo “8 evidências que mostram que o Design Thinking é um modismo”

8 evidências de que o Design Thinking é um modismo (versão longa)

Um modismo é um conjunto de ideias que sugerem um conserto rápido para um problema de gestão – uma solução simples que todas as organizações podem abraçar, para tornar empregados mais produtivos, clientes mais felizes ou lucros maiores.

Muitos modismos nem sempre servem para a essência do negócio e mostram ter pouco ou nenhum efeito profundo na performance das organizações, sem gerar os resultados desejados. Alguns alegam que há sim casos de empresas que tiveram sucesso por causa de um modismo, mas raramente consegue se provar que foi O MODISMO que causou o efeito, e não algum outro fator.

Continuar lendo “8 evidências de que o Design Thinking é um modismo (versão longa)”

Tfádalo – Um projeto gráfico para o livro de receitas da SABEN

Em 2017 fui convidado a projetar e diagramar um livro de receitas para a Associação Árabe Beneficente – SABEN e seu Conselho de Senhoras, por meio da diretora Luciane Traya. O trabalho iria ser feito com as fotos da competente Mariane Mousfi, fotógrafa de primeira linha, aqui de Curitiba.

O projeto era audacioso. Seria preciso redigir os textos, estruturar os conteúdos, cozinhar as receitas, produzir o cenário dos pratos, fotografar cada produção, para 168 receitas diferentes. O meu trabalho seria fazer o projeto gráfico e dirigir a produção gráfica do livro.

Continuar lendo “Tfádalo – Um projeto gráfico para o livro de receitas da SABEN”

Por que meu cliente quer pagar pouco?

Vi um debate sobre quanto cobrar do cliente para fazer posts pro Instagram: R$ 300 ou R$ 1200? Alguns designers discutiam entre si no Facebook sobre qual deveria ser o valor justo a ser cobrado.

Após refletir um pouco sobre o tema, eu sugiro que o debate não deva ser sobre quanto cobrar, mas sim como devo oferecer valor para meu cliente.

Como o cliente percebe meu valor?

A percepção de valor é determinada pela seguinte fórmula:

VALOR = BENEFÍCIO / CUSTO

O valor é portanto diretamente proporcional ao benefício (quanto mais benefício tenho, mais valor percebo) e inversamente proporcional ao custo (quanto mais eu pago, menos valor eu percebo).

Continuar lendo “Por que meu cliente quer pagar pouco?”

The Teaching of Graphic Design and Why It Should Change

This text aims to show that society has changed rapidly, but the teaching of graphic design did not follow these changes. If design colleges want to stay relevant, they will need to re-evaluate their curricula, taking into account new career paradigms. This article expands and elaborate on the ideas of the report AIGA Designer 2025.

Continuar lendo “The Teaching of Graphic Design and Why It Should Change”

Discussing the relevance of design and graphic design

Design is blessing and curse. Blessing because it is comfortable to know that there is an activity concerned with attending to human interests, advocating for people needs. And it’s a curse when you use the term “design” as a one-size-fits-all definition that instead of clarifying, just confuses.

I will be clearer: there is a considerable gap between discussing the relevance of “design” and the relevance of “graphic design.” I believe that only an innocent soul would disregard the importance of design. Design is relevant. Graphic design maybe is not.

Continuar lendo “Discussing the relevance of design and graphic design”

8 evidences that design undergraduate programs are outdated

In Brazil, we have 336 design undergraduate programs, which prepare 12,000+ designers per year to live in the past. That’s exactly what you’ve read. (And before you look for “a” single culprit, there is no one. The whole educational system is the cause of this problem).

Continuar lendo “8 evidences that design undergraduate programs are outdated”

10 errors designers commit in innovation projects

Today we see many organizations becoming interested in the approach that designers use to discover and deliver value to their customers, because unlike traditional approaches, designers take more risks, emotions are better explored, and original ideas are generated. This makes companies stand out from competitors, strengthening their brands and improving their bottom line. However, life is not a bed of roses, specially in this process, as I explain below.

Continuar lendo “10 errors designers commit in innovation projects”

Approximating design and multivariate statistics

I am interested in approaching statistics and design for some reasons:

I had already seen some statistical initiatives that tried to make some of the designers’ decisions “more objective”. Among these tools already used we have:

  • quantitative analysis of insights,
  • counting words in qualitative interviews,
  • analysis of numerical patterns in comparative studies,
  • calculation sheets to compare understanding performance between different documents.

But nothing came close to the tools that are used by Economics and Marketing, like inferential statistics. It is quite different to say that 2 things are “related,” such as the presence of serifs and readability, and to say that one thing “causes” the other, that is, the serif is definitely a factor that caused the improvement in reading.

Continuar lendo “Approximating design and multivariate statistics”