Tfádalo – Um projeto gráfico para o livro de receitas da SABEN

Em 2017 fui convidado a projetar e diagramar um livro de receitas para a Associação Árabe Beneficente – SABEN e seu Conselho de Senhoras, por meio da diretora Luciane Traya. O trabalho iria ser feito com as fotos da competente Mariane Mousfi, fotógrafa de primeira linha, aqui de Curitiba.

O projeto era audacioso. Seria preciso redigir os textos, estruturar os conteúdos, cozinhar as receitas, produzir o cenário dos pratos, fotografar cada produção, para 168 receitas diferentes.

Isso envolveria dezenas de voluntários, diversos profissionais, milhares de detalhes, inúmeras revisões, tudo com o objetivo de dar vida a um livro que representa a memória árabe libanesa, síria e marroquina.

Aceitei o convite e iniciei o projeto de design do livro, com a parceria do ilustrador Renato Palmuti. Ao todo foram 200 horas de trabalho, incluindo consultoria, pesquisa, direção de arte, geração de alternativas, reuniões de trabalho, diagramação, ilustração digital, revisões, acompanhamento gráfico.

O resultado foi um livro que já é um marco na história dos imigrantes árabes no Brasil. Abaixo você poderá ver o resultado desse trabalho.

Coordenação: Luciane Traya
Montagem dos pratos e organização: Luciana Soni, Luciane Traya, Silvana Aquim, Zeine Traya
Tradução para o árabe: Youssef Mousmar
Design: Ricardo Martins
Ilustração: Renato Palmuti
Fotografia: Mariane Mousfi
Revisão: Thaisa Socher
Impressão: Maxi Gráfica

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Primeiro estudo de ilustração para a capa – Ilustrador: Renato Palmuti

Mockups Design
Primeira imagem: rough com a simulação da capa feita pelo ilustrador Renato Palmuti. // Segunda imagem: Capa final
Wood Wall For text and background
Capa combinada com elementos culinários
Wood Wall For text and background
Capa e contra-capa
Wood Wall For text and background
Capa
Mockups Design
Livro aberto

Screen Shot 2018-10-01 at 3.12.18 PM

Estudo para vinheta decorativa – Ilustrador: Renato Palmuti

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Vinheta finalizada – Ilustrador: Renato Palmuti

– Ilustrador: Renato Palmuti

Mockups Design
Folha de guarda
Mockups Design
Folha de rosto
Wood Wall For text and background
Livro aberto
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Por que meu cliente quer pagar pouco?

Vi um debate sobre quanto cobrar do cliente para fazer posts pro Instagram: R$ 300 ou R$ 1200? Alguns designers discutiam entre si no Facebook sobre qual deveria ser o valor justo a ser cobrado.

Após refletir um pouco sobre o tema, eu sugiro que o debate não deva ser sobre quanto cobrar, mas sim como devo oferecer valor para meu cliente.

Como o cliente percebe meu valor?

A percepção de valor é determinada pela seguinte fórmula:

VALOR = BENEFÍCIO / CUSTO

O valor é portanto diretamente proporcional ao benefício (quanto mais benefício tenho, mais valor percebo) e inversamente proporcional ao custo (quanto mais eu pago, menos valor eu percebo).

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The Teaching of Graphic Design and Why It Should Change

This text aims to show that society has changed rapidly, but the teaching of graphic design did not follow these changes. If design colleges want to stay relevant, they will need to re-evaluate their curricula, taking into account new career paradigms. This article expands and elaborate on the ideas of the report AIGA Designer 2025.

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Discussing the relevance of design and graphic design

Design is blessing and curse. Blessing because it is comfortable to know that there is an activity concerned with attending to human interests, advocating for people needs. And it’s a curse when you use the term “design” as a one-size-fits-all definition that instead of clarifying, just confuses.

I will be clearer: there is a considerable gap between discussing the relevance of “design” and the relevance of “graphic design.” I believe that only an innocent soul would disregard the importance of design. Design is relevant. Graphic design maybe is not.

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8 evidences that design undergraduate programs are outdated

In Brazil, we have 336 design undergraduate programs, which prepare 12,000+ designers per year to live in the past. That’s exactly what you’ve read. (And before you look for “a” single culprit, there is no one. The whole educational system is the cause of this problem).

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10 errors designers commit in innovation projects

Today we see many organizations becoming interested in the approach that designers use to discover and deliver value to their customers, because unlike traditional approaches, designers take more risks, emotions are better explored, and original ideas are generated. This makes companies stand out from competitors, strengthening their brands and improving their bottom line. However, life is not a bed of roses, specially in this process, as I explain below.

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Approximating design and multivariate statistics

I am interested in approaching statistics and design for some reasons:

I had already seen some statistical initiatives that tried to make some of the designers’ decisions “more objective”. Among these tools already used we have:

  • quantitative analysis of insights,
  • counting words in qualitative interviews,
  • analysis of numerical patterns in comparative studies,
  • calculation sheets to compare understanding performance between different documents.

But nothing came close to the tools that are used by Economics and Marketing, like inferential statistics. It is quite different to say that 2 things are “related,” such as the presence of serifs and readability, and to say that one thing “causes” the other, that is, the serif is definitely a factor that caused the improvement in reading.

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Você sabe medir a satisfação do seu cliente?

Muitas empresas se dedicam a monitorar e avaliar a satisfação dos seus clientes. Algumas fazem entrevistas outras colocam totens com enquetes. Muitas usam NPS como forma de verificar se os clientes estão satisfeitos ou não. Essas iniciativas são legítimas e podem ser muito úteis para ter um feedback sobre a satisfação.

Mas há alguns problemas associados com sistemas de medição da satisfação:

  • Avaliar os atributos sem levar em conta as expectativas dos clientes
  • Avaliar os atributos sem levar em conta a performance dos concorrentes
  • Medir atributos que não são relevantes pros clientes

PROBLEMA 1 – Avaliar atributos sem levar em conta as expectativas

Imagine a seguinte situação: você faz uma pesquisa para medir o que as pessoas acham de 3 atributos de satisfação, a saber, higiene, tempo de espera e temperatura da comida.

Ao receber as avaliações os resultados foram:

  • Higiene = 80% de satisfação
  • Tempo de espera = 75%
  • Temperatura da comida = 90%

Levando em conta a performance dos 3 atributos, a que conclusão podemos chegar? Isso é bom, ruim, ótimo, péssimo? Se analisarmos apenas as 3 avaliações, podemos achar que está tudo muito bem, afinal, se a média fosse 7, todos os itens estariam bem pontuados.

O problema é que para cada item deste, as pessoas tem expectativas diferentes. Imagine que as expectativas mínimas das pessoas fossem:

  • Higiene = 97%
  • Tempo de espera = 85%
  • Temperatura da comida = 65%

Com as expectativas, podemos notar que a higiene não está tão bem como se espera, o mesmo valendo para o tempo de espera. No entanto, a expectativa para a temperatura da comida é bem baixa (65%) e portanto, a organização pode estar gastando mais energia do que o necessário com esse atributo, desperdiçando dinheiro e tempo com algo que as pessoas não valorizam tanto.

Isso ensina uma importante lição: não adianta ter notas para os diferentes fatores do serviço, se não soubermos qual a expectativa para cada fator. Se você tem notas altas, mas em algo que as pessoas não se preocupam tanto, isso não é vantagem. Da mesma forma, se você tiver notas acima da média, mas abaixo da expectativa dos clientes, é sinal de que ainda é preciso melhorar nesse atributo.

A fórmula da satisfação

De forma simples, a expectativa afeta a satisfação da seguinte forma:

SATISFAÇÃO = REALIDADE – EXPECTATIVA

Se a realidade é menor que a expectativa, a satisfação será negativa, ou seja, a pessoa ficará insatisfeita. Mas se a realidade for igual ou superior à expectativa, a satisfação será positiva, ou seja, a pessoa irá pensar que foi atendida como esperava.

Fatores que afetam a expectativa

As expectativas das pessoas são determinadas por 3 fatores principais:

  • Depoimentos boca-a-boca – Se seus amigos falaram muito bem de algo, sua expectativa sobe. Lembra-se de quando um amigo criou uma expectativa muito alta sobre um filme e você achou o filme ruim? Pode não ter sido culpa do filme em si, mas da propaganda que seu amigo fez, exagerando a qualidade do filme, por exemplo.
  • Publicidade do negócio – A expectativa também pode subir se a empresa faz declarações exageradas, como: “Temos o melhor hamburger do mundo” ou “Sua pizza em 30 minutos ou seu dinheiro de volta”. Se você prometer demais, as pessoas vão esperar mais também.
  • Experiência prévia com o produto ou serviço – Quando você tem uma experiência positiva no negócio, da próxima vez que for consumir, não irá aceitar um nível de serviço inferior. Se da primeira vez você foi atendido em 5 minutos, da próxima vez terá que ser atendido em 5 minutos ou menos. Se você foi encantado numa compra, você pode querer o mesmo tratamento da próxima vez.

Portanto, não se preocupe apenas em gerenciar o serviço, mas também as expectativas das pessoas, pois a expectativa é o principal fator que impacta a percepção de qualidade.

PROBLEMA 2 – Medir atributos no momento errado ou generalizar a avaliação

Um sistema de avaliação bem conhecido é o chamado NPS (Net Promoter Score), que indica a quantidade de pessoas que recomendariam o seu negócio. Ele é usado como forma de medir quantas pessoas estão satisfeitas e portanto fariam divulgação boca-a-boca positiva, falando bem do seu negócio. O problema do NPS e de outros sistemas de avaliação é que muitas pessoas que participam dessas pesquisas de satisfação só se manifestam quando estão muito bravas, criando uma tendência para que os resultados sejam negativos.

Além disso, em organizações que oferecem diferentes produtos ou serviços, é preciso separar as notas por categoria, pois as pessoas tem expectativas diferentes de acordo com o que estão consumindo (produto ou serviço). Se um posto de gasolina tem uma loja de conveniência e o pátio de abastecimento, é preciso avaliar os 2 serviços separadamente. Idealmente falando é melhor dar notas para cada “momento do serviço”: estacionamento, abastecimento, pagamento, calibragem dos pneus, troca de óleo, lavagem do carro etc.

PROBLEMA 3 – Medir atributos que não são relevantes pros clientes

Além de medir os atributos é importante saber o que deve ser medido. Nem tudo que é medido tem importância para os clientes. No caso de um restaurante, pode ser mais relevante medir o tempo de espera do prato ao invés de medir a satisfação com o cheiro do sabonete no banheiro.

PROBLEMA 4 – Avaliar a satisfação sem conhecer a performance dos concorrentes

Outro aspecto que pode criar uma falsa impressão sobre a satisfação dos clientes, é desconsiderar qual tem sido a satisfação com os concorrentes. Se você tem uma performance no tempo de espera igual a 80% mas todos os seus concorrentes tem performance de 95%, pode ser preciso tomar uma atitude. Mas se seus concorrentes tem performance média de 50%, você pode não precisar se preocupar com o tempo de espera, e pode se dedicar para melhorar outros fatores que tem performance menor.

Conclusão

Em resumo, medir a satisfação de forma adequada envolve:

  • Medir os atributos relevantes para os clientes
  • Medir a performance dos concorrentes
  • Medir a importância que cada atributo tem para os clientes
  • Medir a satisfação de cada momento da experiência

Levando isso em conta, será possível tomar decisões adequadas e fazer os ajustes necessários na experiência, sem correr o risco de se basear em uma visão tendenciosa ou falha da realidade.

Design Thinking: modismo ou método útil?

O Design Thinking tem alguns pontos positivos. Este artigo busca fazer uma análise equilibrada sobre os prós e contras do movimento que é a nova febre na gestão de projetos e de empresas. Ele se baseia em parte nas ideias do artigo de Lee Vinsel. O objetivo não é criticar os métodos legítimos sugeridos por designers mas sim o uso deles motivado por uma febre passageira.

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9 Argumentos para Defender um Projeto de Identidade para um Cliente

No final desse artigo são mostrados nove argumentos para um designer gráfico defender um projeto de identidade visual e provar para um cliente que vale a pena fazer o investimento.

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